quimeras
num espaço inóspito, junto à areia,
invento-me
em quimeras de ti e sonho-te junto ao
mar de águas calmas
que se agitam, ao sabor da aragem que
serpenteia a tarde
e lança esquiços de algas e búzios
para a praia.
não há sombras em desalinho, ou frio
sequer,
no dia que se acaba, lânguido e cheio
de sabores,
na mansidão calma dos olhares meus
na espuma que as ondas osculam a
areia ainda quente.
invento-me em ti e, na perturbação da
tarde
chegam fragrâncias inconfundíveis de
decifrar
que me abandonam em crescente volúpia.
no voo das gaivotas, invento-me e vou
com elas
desprotegida, sem rumo e sem destino,
no desvario de ser apenas e só uma
utopia com asas.
© Piedade Araújo Sol 2012-05-22
- :foto :
- mariusz1972

21 Comentários:
o mais curioso e bonito neste poema é a sua musicalidade, mesmo sem o recurso à rima.
beijinhos Piedade
Tudo se inventa na tarde, serena...
Sem que haja sombras, apenas sabores...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta
Grande sensação de liberdade e beleza ao ler este poema.
Gostei muito
Beijinhos
belo desvario. poético.
vertigem - a utopia com asas...
gostei muito.
beijo
Há quimeras que são tão necessárias como a realidade palpável... E gostei muito desta!
Beijos
Magnífico soneto.
Gostei muito, como sempre.
Piedade, querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.
¸.•°`♥✿⊱╮
A imagem harmoniza com cada verso.
Delicioso ler sua poesia!!!
Beijinhos.
Brasil.
♥✿⊱╮
Minha querida
Por vezes a palavra grita o vazio...toca a imensidão do silêncio tatuado em cada poro da nossa pele.
Como sempre os teus poemas tocam-me a alma.
beijinho com carinho
Sonhadora
Nas asas da utopia viajam quimeras
ao sabor do vento, que acorda a poesia... o mar imenso como fonte de inspiração, traz sons melodiosos, no canto de um lindíssimo poema!
Um beijinho Piedade, e obrigada pelo carinho!
Por vezes a poesia faz milagres
utópicas
ao alcance do olhar
mesmo que não se veja
Bj
Mar e sonetos
desperta meu coração
de rochedo
minhas gaivotas saem em revoadas
belos poemas poeta
hálitos de maresia
ondas revoltas
horizontes azuis
mandarei lembranças
pelo meus solitário albatroz
Luiz Alfredo - poeta
*
SOL,
,
as tuas palavras,
garatujam na areia,
mesclando sabores,
de algas e búzios,
crescentes volúpias,
incensam o mar,
decifrando destinos,
no voo das gaivotas !
,
adorei, obrigado,
,
conchinhas reais,
ficam,
*
Seguir o voo das gaivotas nas asas de uma utopia, em abandono, é um convite à viagem através dos meandros românticos de um sonho com cheiro a maresia.
Um beijo
Olhar o mar e seguir no ritmo das ondas voando com as gaivotas.
Muito bom este momento.
Muitíssimo bom!
Da leveza das ondas à quietude dos búzios em forma de sonho...
ser alado, inventado
míticas são as quimeras
um beijo
Utopias com asas... que docemente povoam as nossas almas! Boa semana, amiga.
Não imagina o prazer que é ir "sem rumo e sem destino".
Já esqueci, todas as palavras que queria ouvir
Todo os sentires por sentir
Já não sou protagonista de uma comédia de enganos
Sou apenas demiurgo de uma perversa cena de uma chegada sem partir
Sou uvas amargas do mês de Abril
Vinho de travo verde ao beber
Semente atirada ao meio das pedras
Olhos na bruma na inquietação do ver
Uma imensa e incontida força neste peito
Na alma uma cicatriz, qual estigma
Serei apenas um barco de papel à deriva!?
Ou como já alguém disse, um…Enigma…
Doce beijo
Nunca sei do que mais gosto... se das imagens que escolhes, se das tuas palavras! :)
Paraíso! :)
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